Nascer do sol do Ganges
Sarnath
Final do dia livre
Acordaremos bem cedo para chegarmos no Ganges antes do sol nascer. Embarcaremos em nosso barco à remo para subirmos o Ganges e presenciaremos o nascer do deus sol, Surya, do nosso barco. Observaremos peregrinos fazendo seus pujas (rituais) no início de seus dias, neste que é o local mais sagrado para a tradição hindu. Com calma, levados pela deusa Ganga, retornaremos o percurso percorrido agora até um ghat (escadaria à beira do rio) um pouco mais adiante, onde desembarcaremos e teremos a oportunidade de caminharmos pelas muitas ruelas, em meio a milhares de pequenos e maiores templos, da parte antiga da cidade. Há um templo famoso nessa região, chamado Golden Temple ou Kashi Vishvanath. Sua história é importante para entendermos os diversos momentos da Índia.
De volta ao nosso veículo, tomaremos um bom café da manhã em nosso hotel e então seguiremos à Sarnath. Passaremos pelo local onde Buda, após sua iluminação em Bodhgaya, encontrou com seus 5 companheiros de prática e entào visitaremos o importante Parque dos Cervos. Local bastante tranquilo, onde Buda girou a Roda do Dharma pela primeira vez, ou seja, onde ensinou pela primeira vez, há aprox. 2500 anos atrás. Faremos, claro, a nossa prática. Então visitaremos o templo Mahabodhi onde há relíquias de Buda e uma árvore “neta” da que Buda sentou e se iluminou.
Final do dia livre para aproveitarmos Sarnath mais um pouco, retornarmos à região dos ghats em Varanasi, como outras possibilidades sobre as quais conversaremos com o grupo no dia.
Viagem de carro
Templo Mahabodhi
Viajaremos hoje ao local onde Buda se iluminou, o local mais sagrado do Budismo, Bodhgaya. Serão aprox. 6h com nosso veículo próprio. Faremos o check-in em nosso hotel, almoço e então visitaremos o complexo do templo principal da cidade, o Mahabodhi. Foi ali que Buda sentou-se por alguns dias até purificar todos seus obscurecimentos e realizar a natureza de nossa mente. Podemos fazer o mesmo, sentando-se próximo ou mesmo debaixo da árvore Bodhi, uma ficus religisosa (figueira), no exato local em que Buda se iluminou. Este local também é chamado de Vajra Seat, o assento do diamante ou do raio indestrutível assim como a nossa condição natural, nossa essência. Estaremos entre peregrinos, laicos e monásticos, de todo o mundo. Mantras, incensos, práticas do treino da mente de diversas tradições para as nossas diversas disposições mentais. Após se iluminar, o Desperto (em Sânscrito: Buda) contemplou a sua experiência por algumas semanas em pontos diferentes ao redor da árvore Bodhi. Estes locais estão marcado assim poderemos contemplar as mesmas reflexões em nossos dias em Bodhgaya.
Caverna Mahakala
Vilarejo Sujata
Hoje seguiremos para uma região mais afastada nos arredores de Bodhgaya, até uma montanha onde há uma caverna em que Buda meditou e praticou austeridade antes de se iluminar. Será também uma oportunidade para observarmos o ritmo de vida dos vilarejos mais remotos dos centros urbanos. Como todas cavernas de grandes mestres, é um local muito especial para fazermos a nossa prática. Após visita à Caverna Mahakala, visitaremos o tranquilo local onde, quando Siddhartha praticava se alimentando com apenas um grão de arroz por dia, a garota Sujata ofereceu leite de arroz ao Buda. Neste momento, ao se alimentar e observar sua mente funcionando melhor com o corpo mais forte, Siddharta percebeu que não seria através dos extremos da autoindulgência ou automortificação que se iluminaria, mas através do caminho do meio. Aproveitaremos para contemplar essas experiências e ensinamentos de Buda nesses importantes locais de sua vida.
Retornaremos a Bodhgaya para o nosso almoço e com tempo livre para aproveitarmos o complexo do templo Mahabodhi, demais templos, cafés, caminharmos, ler, como cada viajante preferir aproveitar esse final da tarde.
Caminhada
Templos
Templo Mahabodhi
No dia de hoje, se quisermos, mesmo que ele esteja disponível para o que precisarmos, não precisamos usar o nosso veículo. Caminharemos pelos templos de Bodhgaya uma grande estátua de Buda construída pelos japoneses, um templo japonês, um butanês, cada um com estilos muito bonitos e bem diferentes. Um monastério muito bonito que também poderemos visitar é o monastério do Mingyur Rinpoche. Há um novo monastério muito especial também, um pouco mais distante, muito bonito, de Tara. São muitas as possibilidades. Vamos ver como o grupo se anima no dia e assim faremos. Incluindo, claro, o templo principal, Mahabodhi, que sempre vale voltarmos. Existem boas opções de almoço e cafés na cidade. Podemos sempre reservar o sempre muito bem vindo e solicitado templo livre, seja para compras de artigos budistas, como para sentar-se mais um pouco próximo da árvore Bodhi, leitura, meditação caminhada, fotos, como cada peregrino preferir.
Bosque dos Bambus
Estupa Shanti
Pico dos Abutres
Hoje viajaremos por aprox. 3h à Rajgir. Começaremos nossas visitas com um dos locais onde Buda e sua sanga monástica viveu por muitas monções, o Bosque dos Bambus. Como Buda e seus alunos viviam caminhando (pelos locais que estamos visitando), por conta dos perigos de uma viagem como esta nas temporadas das chuvas, nestes meses de cada ano eles permaneciam em locais oferecidos pelos reis de diferentes regiões. Almoço, check-in em nosso hotel e então seguiremos à Estupa da Paz, ou Shanti Stupa, em um bonito local em cima de uma montanha, construída por um projeto do Budismo japonês pela paz mundial, em muitos locais do mundo. Da estupa caminharemos até o muito especial Pico dos Abutres, onde Buda tinha uma cabana. Este é o local do importante texto e ensinamento chamado Sutra do Coração, que teremos conosco, assim como comentários de grandes mestres. Local muito tranquilo, também em uma montanha ao lado. Aproveitaremos essa especial oportunidade para oferenda de incensos, fazermos nossa prática e a tão especial leitura do Sutra do Coração.
Universidade de Nalanda
Kutagarasala Vihara
Estupa de Ananda
Pela manhã, ao lado de Rajgir, conheceremos o sítio arqueológico da muito importante Universidade de Nalanda. Nalanda por séculos foi um dos mais importantes grandes centros de estudos budistas que atraiu alunos de muitas partes do mundo, principalmente entre os séculos V e XII. Ali viviam cerca de 10.000 alunos, 2.000 professores e havia uma biblioteca maior que a de Alexandria, por exemplo. Entre os vários grandes acadêmicos mestres de Nalanda, conhecidos como os panditas indianos, alguns deles foram: Nagarjuna, Aryadeva, Buddhapalita, Bhavaviveka, Chandrakirti e Shantideva. Por séculos muitos destes yogis foram convidados pelos reis tibetanos a atravessar os Himalayas e levarem os estudos do Budismo ao Tibete. Assim, a tradição de Nalanda segue viva até os dias de hoje, estudada e praticada nas tradicionais shedras (universidades) e monastérios tibetanos na Índia, Nepal, Butão e Tibete, também em importantes universidades na Europa e América do Norte, onde há um importante muito rico intercâmbio com neurocientistas, físicos e educadores atuais. Visitaremos os monastérios de Nalanda, assim como templos, importantes estupas e seu pequeno museu. Seguramente um local muito especial e convidativo para fazermos a nossa prática, como lermos trechos de importantes textos dessa ciência, escritos no mesmo local em que estaremos, nessa universidade milenar.
Seguiremos viagem por aprox. 5h a Vaishali. No caminho passaremos por Patna, capital do antigo império de Ashoka, hoje deste estado, Bihar, e por onde também passa o rio Ganges. Chegando em Vaishali, bastante próxima de Patna, faremos nosso check-in, uma boa refeição e então uma caminhada pelo pequeno vilarejo nas proximidades de nosso hotel. Vaishali que, como Rajgir, faz parte dos 8 locais mais sagrados do Budismo, talvez tenha sido o primeiro exemplo de uma organização de governo do tipo república, que Buda visitou inúmeras vezes. Foi em Vaishali que Buda ordenou a primeira sanga de monjas mulheres, demonstrou milagres, ofereceu seu último sermão (sutra), anunciou seu Mahaparanirvana e também foi onde aconteceu o Segundo Concílio.
Próximo à Vaishali, seguiremos até o sítio arqueológico do monastério Kutagarasala, onde está a estupa de um dos principais alunos de Buda. Ananda, seu primo e atendente, teve uma grande importância no primeiro concílio após a morte de Buda, por lembrar de todos sutras, ensinamentos de Buda. Foi próximo a Vaishali às margens do Ganges que Ananda passou ao nirvana. Ao lado da estupa veremos um dos pilares de Ashoka, o grande imperador que apoiou o Budismo na Índia e em vários outros países na Ásia.
Shanti Stupa
Estupa das relíquias
Estupa Kesariya
No início do dia visitaremos mais uma Estupa Shanti, como em Rajgir, e uma bem mais antiga estupa, do Império Licchavi, que guardava relíquias de Buda. Há um gramado muito agradável e convidativo para nossas leituras, prática e sempre boa conversas.
Hora de seguirmos viagem por aprox. 5h pela planície gangética, até Kushinagar, local do Mahaparanirvana de Buda.
No caminho faremos uma parada na Estupa Kesariya. Construída há aprox. 1500 anos no local onde Buda viveu em uma vida anterior, local de um de seus professores antes de se iluminar, onde em uma visita anterior ensinou o que ficou sendo chamado de o Sutra de Kalama. Nesse ensinamento Buda enfatizou a importância do uso da razão, teste e investigação dos ensinamentos sobre o funcionamento de nossa mente, em contraponto à crença cega e dogmas. A caminho de Kushinagar, em sua última visita, Buda ofereceu aqui sua tijela ao Lichavis, os habitantes de Vaishali.