com Guilherme Samel
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Voos
Chegou o dia! Ida ao aeroporto provavelmente para o voo nessa madrugada dependendo a sua cidade, rota e combinação de voos que veremos juntos como funcionará melhor para a sua vinda! Guilherme estará em contato desde a sua ida ao aeroporto até a sua chegada em Delhi. Muito bom voo!
Chegada
Caminhada
Gurudwara Bangla Sahib
Muito bem vindos à Índia! Na chegada do grupo já serão recebidos pelo Guilherme no aeroporto. Conversaremos sobre a chegada em nosso briefing (mais aqui). Transferência ao hotel localizado em uma região central, com interessantes possibilidades de passeios e atividades culturais por perto. Vamos ver se o nosso hotel já terá os nossos quartos disponíveis no final da manhã. Para então darmos uma volta pela cidade!
Faremos uma caminhada pela região do nosso hotel, visitaremos alguns templos incluindo o templo Sikh, religião do séc. XVI e região de Punjab na Índia, a bonita Gurudwara Bangla Sahib. Ouviremos seus cânticos, observaremos como fazem suas preces no templo e ao redor do tanque sagrado. Também poderemos conhecer a cozinha onde voluntários oferecem refeições para milhares de pessoas diariamente, independente de classe social e religião.
Veremos como o grupo estará de fome para a nossa primeira refeição em Delhi!
Old Delhi
Raj Ghat
Mausoléu de Humayun
Kartavya Path (Rajpath)
Começaremos o nosso dia com o que é na verdade uma das várias Delhis, que existiram em épocas e impérios diversos em uma sucessão de cidades vizinhas. A última e oitava Delhi é onde nos hospedamos, construída pelos ingleses, chamada de Nova Delhi. A sétima foi construída por Shah Jahan, um dos grandes imperadores mughais, o mesmo que construiu o Taj Mahal, na época conhecida como Shajahanabad. Hoje chamamos de Old Delhi ou a Velha Delhi. Primeiro visitaremos a grande mesquita do Imperador, a Jama Masjid.
Em seguida caminharemos pelas ruelas de seu antigo bazar. Nesse bazar, visitaremos um pequeno templo do Jainismo, muito antigo, com lindas pinturas. Seguimos então até chegarmos em frente ao Red Fort, onde está o importante Lahori Gate. Foi nele que importantes falas da história da Índia aconteceram, como da independência deste país, hoje a maior democracia em todo o mundo. Um país em que valores e costumes milenares convivem com conhecimentos e tecnologias tão modernos.
No caminho de volta à região de nosso hotel, prestaremos homenagem ao memorial onde Gandhi foi cremado, o Raj Ghat. Veremos qual foi sua última palavra, sinal de grande realização em seu caminho espiritual. Quem gosta de fotografias, procurem por imagens feitas por Cartier-Bresson, um dos grandes fotógrafos que já existiram, que estava em Delhi nesse dia.
Segundo dos seis principais imperadores mugais, Humayun (1508-1556), seu mausoléu foi construído em Delhi. O primeiro com arquitetura associada a um jardim e uso da pedra arenito vermelho nessa escala na Índia. Assim, antecessor e de beleza próxima do Taj Mahal. Sendo que há quem considera este monumento ainda mais bonito.
Terminaremos o nosso dia na esplanada construída pelos ingleses no séc. XX, chamada Kartavya Path (até pouco tempo atrás chamada Rajpath). Nela está o India Gate, marco da cidade, construído em homenagem aos combatentes na grande guerra, onde podemos descer para tirar algumas fotos. No outro lado da Kartavya Path está a casa da atual presidente da Índia.
Templo Lótus
Museu Nacional
Gandhi Smriti
Hoje começaremos o nosso dia mais ao sul da cidade, onde visitaremos o bonito Templo Lótus. Construído no formato de seu nome, é da religião chamada Bahá’í, fundada no séc. XIX, na antiga Pérsia. Ao visitá-lo seremos convidados a ficar em silêncio por um instante. Uma oportunidade e experiência interessante no meio desta grande movimentada cidade.
Uma visita bastante interessante em Delhi é o Museu Nacional. É possível passarmos muitas horas ou dias para apreciarmos cada salão e exposições sobre a história, artes e povos da Índia. Uma boa forma de aproveitarmos essa oportunidade é visitando principalmente o salão da Cultura Indo Saravasti e as relíquias de Buda. Nesse salão conheceremos um pouco o berço da cultura indiana, com objetos de 3500 e 1500 a. C., como o selo com o que deve ter vindo a ser Shiva (na forma de Pashupati possivelmente), a escultura da cabeça do sacerdode e a garota dançarina. Em um novo prédio, temos as relíquias do Buda. Local bastante especial para sentarmos um pouco e, quem quiser, fazer a sua prática.
Mais uma especial visita para o nosso dia, é a última casa onde Gandhi viveu, conhecida como Birla House ou Gandhi Smriti. Aprenderemos um pouco sobre essa importante parte da história dessa nação, como sobre a vida e o momento final deste grande líder, exemplo da prática de Ahimsa (não violência) e da cultura de paz até os dias de hoje em todo mundo.
Para todos os nossos dias em Delhi, há diversas outras possibilidades de atividades e visitas caso tenhamos um pouco de tempo extra no final do dia. Como checaremos também, claro, se há algum evento cultural nesses dias em que estaremos na cidade. O que não falta são boas possibilidades de atividades e visitas para aproveitarmos os nossos dias.
Voo
Caminhada pelos ghats
Cerimônia Aarti
Hoje visitaremos uma das cidades mais antigas do mundo viva até os dias de hoje. Após o café da manhã, seguiremos ao aeroporto de Déli para o nosso voo à Varanasi. Traslado ao nosso hotel e check-in. Tempo de nos refrescarmos em nossos quartos e então conhecermos a parte antiga da cidade, caminhando por suas ruelas, ghats na beira do Ganges e através de uma cerimônia milenar. O puja do fogo ou Aarti Puja, conduzido por brâmanes (casta dos sacerdotes hinduístas) e centenas de peregrinos de toda Índia na margem do sagrado Ganges, é repleto de música, símbolos, mantras, cheiros, muita devoção e, para quem estuda as escrituras sagradas, um conhecimento sobre o funcionamento da mente humana bastante profundo e sofisticado. Hora de voltarmos ao nosso hotel, com todas essas impressões, praticamente as mesmas que tanto santos e yogis hindus, como o próprio Buda Sakyamuni, tiveram neste mesmo local em suas caminhadas, períodos de treino e ensinamentos. Um bom descanso para um especial início de dia, bem cedo amanhã.
Voo 3DEZ IndiGo 6E2334 Delhi 11h00 Varanasi 12h30
Nascer do sol do Ganges
Sarnath
Acordaremos bem cedo para chegarmos no Ganges antes do sol nascer. Embarcaremos em nosso barco à remo para subirmos o Ganges e presenciaremos o nascer do deus sol, Surya, do nosso barco. Observaremos peregrinos fazendo seus pujas (rituais) no início de seus dias, neste que é o local mais sagrado para a tradição hindu. Com calma, levados pela deusa Ganga, retornaremos o percurso percorrido agora até um ghat (escadaria à beira do rio) um pouco mais adiante, onde desembarcaremos e teremos a oportunidade de caminharmos pelas muitas ruelas, em meio a milhares de pequenos e maiores templos, da parte antiga da cidade. Há um templo famoso nessa região, chamado Golden Temple ou Kashi Vishvanath. Sua história é importante para entendermos os diversos momentos da Índia.
De volta ao nosso veículo, tomaremos um bom café da manhã em nosso hotel e então seguiremos à Sarnath. Passaremos pelo local onde Buda, após sua iluminação em Bodhgaya, encontrou com seus 5 companheiros de prática e entào visitaremos o importante Parque dos Cervos. Local bastante tranquilo, onde Buda girou a Roda do Dharma pela primeira vez, ou seja, onde ensinou pela primeira vez, há aprox. 2500 anos atrás. Poderemos fazer nossa prática de meditação individualmente, sentar por alguns minutos, caminhar, ler, fotografar, como cada viajante preferir. Visitaremos o templo Mahabodhi onde há relíquias de Buda e uma árvore “neta” da que Buda sentou e se iluminou. Uma visita simples e sempre muito especial pode sempre ser conhecermos uma escola onde as crianças dos vilarejos próximos, além do conteúdo comum, desde cedo aprendem meditação, yoga e sobre o funcionamento da nossa mente. Veremos em primeira mão o resultado prático dessas ferramentas. Teremos o dia para aproveitarmos Sarnath com calma e qualidade.
Templos
Caminhada pela cidade e pelos ghats
Temos mais um dia para aproveitarmos e conhecermos bem a antiga e tão especial Varanasi. Visitaremos um importante templo hindu, em seguida o pequeno museu e o templo da antiga universidade de Benares. Será uma boa oportunidade para conhecermos uma Índia com muito pouco contato com estrangeiros, como é o ambiente deste campus da universidade. Seguiremos vendo mais um pouco da Índia, sua história, costumes e tradições enquanto fazemos uma caminhada pelas suas ruelas e ghats na margem do Ganges. Final do dia livre para explorar mais um pouco da então já bem conhecida Varanasi. Temos algumas possibilidades de atividades em mente para o final do dia, que conversaremos durante a viagem.
Viagem de carro
Templo Mahabodhi
Viajaremos hoje ao local onde Buda se iluminou, o local mais sagrado do Budismo, Bodhgaya. Serão aprox. 6h com nosso veículo próprio. Faremos o check-in em nosso hotel, almoço e então visitaremos o complexo do templo principal da cidade, o Mahabodhi. Foi ali que Buda sentou-se por alguns dias até purificar todos seus obscurecimentos e realizar a natureza de nossa mente. Podemos fazer o mesmo, sentando-se próximo ou mesmo debaixo da árvore Bodhi, uma ficus religisosa (figueira), no exato local em que Buda se iluminou. Este local também é chamado de Vajra Seat, o assento do diamante ou do raio indestrutível assim como a nossa condição natural, nossa essência. Estaremos entre peregrinos, laicos e monásticos, de todo o mundo. Mantras, incensos, práticas do treino da mente de diversas tradições para as nossas diversas disposições mentais. Após se iluminar, o Desperto (em Sânscrito: Buda) contemplou a sua experiência por algumas semanas em pontos diferentes ao redor da árvore Bodhi. Estes locais estão marcado assim poderemos contemplar as mesmas reflexões em nossos dias em Bodhgaya.
Caverna Mahakala
Vilarejo Sujata
Hoje seguiremos para uma região mais afastada nos arredores de Bodhgaya, até uma montanha onde há uma caverna em que Buda meditou e praticou austeridade antes de se iluminar. Será também uma oportunidade para observarmos o ritmo de vida dos vilarejos mais remotos dos centros urbanos. Como todas cavernas de grandes mestres, é um local muito especial para fazermos a nossa prática. Após visita à Caverna Mahakala, visitaremos o tranquilo local onde, quando Siddhartha praticava se alimentando com apenas um grão de arroz por dia, a garota Sujata ofereceu leite de arroz ao Buda. Neste momento, ao se alimentar e observar sua mente funcionando melhor com o corpo mais forte, Siddharta percebeu que não seria através dos extremos da autoindulgência ou automortificação que se iluminaria, mas através do caminho do meio. Aproveitaremos para contemplar essas experiências e ensinamentos de Buda nesses importantes locais de sua vida.
Retornaremos a Bodhgaya para o nosso almoço e com tempo livre para aproveitarmos o complexo do templo Mahabodhi, demais templos, cafés, caminharmos, ler, como cada viajante preferir aproveitar esse final da tarde.
Caminhada
Templos
Tempo livre
No dia de hoje, se quisermos, mesmo que ele esteja disponível para o que precisarmos, não precisamos usar o nosso veículo. Caminharemos ou pegaremos um tuctuc do nosso hotel até um instituto de um professor muito importante do Budismo Tibetano, que oferece cursos de introdução ao Budismo em várias línguas, em diversos países. Há também uma clínica médica, alopática e homeopática, para os campesinos indianos, escolas de Educação Universal, bem especial. Do Instituto Root caminharemos até uma grande estátua de Buda construída pelos japoneses, então até um templo japonês, um butanês, cada um com estilos muito bonitos e bem diferentes. Um monastério muito bonito que vale uma visita, é o monastério do Mingyur Rinpoche, grande mestre do Budismo Tibetano. Há um novo monastério, um pouco mais distante, muito bonito, de Tara também. São muitas as possibilidades. Vamos ver como o grupo se anima no dia e assim faremos. Incluindo, claro, o templo principal, Mahabodhi, que sempre vale voltarmos. Existem boas opções de almoço e cafés na cidade. Podemos sempre reservar o sempre muito bem vindo e solicitado templo livre, seja para compras de artigos budistas, como para sentar-se mais um pouco próximo da árvore Bodhi, leitura, meditação caminhada, fotos, como cada viajante preferir.
Bosque dos Bambus
Estupa Shanti
Pico dos Abutres
Hoje viajaremos por aprox. 3h à Rajgir. Começaremos nossas visitas com um dos locais onde Buda e sua sanga monástica viveu por muitas monções, o Bosque dos Bambus. Como Buda e seus alunos viviam caminhando (pelos locais que estamos visitando), por conta dos perigos de uma viagem como esta nas temporadas das chuvas, nestes meses de cada ano eles permaneciam em locais oferecidos pelos reis de diferentes regiões. Almoço, check-in em nosso hotel e então seguiremos à Estupa da Paz, ou Shanti Stupa, em um bonito local em cima de uma montanha, construída por um projeto do Budismo japonês pela paz mundial, em muitos locais do mundo. Da estupa caminharemos até o muito especial Pico dos Abutres, onde Buda tinha uma cabana. Este é o local do importante texto e ensinamento chamado Sutra do Coração, que teremos conosco, assim como comentários de grandes mestres. Local muito tranquilo, também em uma montanha ao lado. Podemos utilizar essa especial oportunidade de treino de nossa mente, seja oferecendo incensos, como (convite) fazendo uma prática, leitura do Sutra do Coração e seus comentários. Como cada Viajante preferir aproveitar essa especial oportunidade e local.
Universidade de Nalanda
Pela manhã, ao lado de Rajgir, conheceremos o sítio arqueológico da muito importante Universidade de Nalanda. Nalanda por séculos foi um dos mais importantes grandes centros de estudos budistas que atraiu alunos de muitas partes do mundo, principalmente entre os séculos V e XII. Ali viviam cerca de 10.000 alunos, 2.000 professores e havia uma biblioteca maior que a de Alexandria, por exemplo. Entre os vários grandes acadêmicos mestres de Nalanda, conhecidos como os panditas indianos, alguns deles foram: Nagarjuna, Aryadeva, Buddhapalita, Bhavaviveka, Chandrakirti e Shantideva. Por séculos muitos destes yogis foram convidados pelos reis tibetanos a atravessar os Himalayas e levarem os estudos do Budismo ao Tibete. Assim, a tradição de Nalanda segue viva até os dias de hoje, estudada e praticada nas tradicionais shedras (universidades) e monastérios tibetanos na Índia, Nepal, Butão e Tibete, também em importantes universidades na Europa e América do Norte, onde há um importante muito rico intercâmbio com neurocientistas, físicos e educadores atuais. Visitaremos os monastérios de Nalanda, assim como templos, importantes estupas e seu pequeno museu (no momento o pequeno museu de Nalanda está em reforma / vamos ver se até o fim do ano abrem / temos um outro museu que gostamos bastante em mente caso esse esteja fechado). Seguramente um local muito especial e convidativo para fazermos uma prática de observação, reflexão e familiarização da nossa mente, ou seja, uma meditação indivualmente ou juntos, como cada viajante preferir, assim como lermos trechos de importantes textos dessa ciência escritos no mesmo local em que estaremos, nessa universidade milenar.
Seguiremos viagem por aprox. 5h a Vaishali. No caminho passaremos por Patna, capital do antigo império de Ashoka, hoje deste estado, Bihar, e por onde também passa o rio Ganges. Vamos ver como estaremos de tempo e fome! Assim escolharemos alguma das boas opções de restaurantes no caminho ou em Vaishali mesmo. Veremos também se teremos tempo para alguma visita ou caminhada no final do dia.
Shanti Stupa
Estupa das relíquias
Kutagarasala Vihara
Kesariya
Começando o nosso dia em Vaishali, após o nosso café da manhã, faremos uma caminhada pelo pequeno vilarejo nas proximidades de nosso hotel. Vaishali que, como Rajgir, faz parte dos 8 locais mais sagrados do Budismo, talvez tenha sido o primeiro exemplo de uma organização de governo do tipo república, que Buda visitou inúmeras vezes. Foi em Vaishali que Buda ordenou a primeira sanga de monjas mulheres, demonstrou milagres, ofereceu seu último sermão (sutra), anunciou seu Mahaparanirvana, onde ensinou o Terceiro Giro da Roda do Dharma e onde aconteceu o Segundo Concílio. Visitaremos mais uma Estupa Shanti, como em Rajgir, e uma bem mais antiga estupa, do Império Licchavi, que guardou algumas das relíquias de Buda.
Próximo à Vaishali, seguiremos até o sítio arqueológico do monastério Kutagarasala, onde está a estupa de um dos principais alunos de Buda. Ananda, seu primo e atendente, teve uma grande importância no primeiro concílio após a morte de Buda, por lembrar de todos sutras, ensinamentos de Buda. Foi próximo a Vaishali às margens do Ganges que Ananda passou ao nirvana. Ao lado da estupa veremos um dos pilares de Ashoka, o grande imperador que apoiou o Budismo na Índia e em vários outros países na Ásia. Hora de seguirmos viagem por aprox. 5h pela planície gangética, até Kushinagar, local do Mahaparanirvana de Buda.
No caminho faremos uma parada na Estupa Kesariya. Construída há aprox. 1500 anos no local onde Buda viveu em uma vida anterior, local de um de seus professores antes de se iluminar, onde em uma visita anterior ensinou o que ficou sendo chamado de o Sutra de Kalama. Nesse ensinamento Buda enfatizou a importância do uso da razão, teste e investigação dos ensinamentos sobre o funcionamento de nossa mente, em contraponto à crença cega e dogmas. A caminho de Kushinagar, em sua última visita, Buda ofereceu aqui sua tijela ao Lichavis, os habitantes de Vaishali.
Templo Mahaparinirvana
Caminhada
Estupa Ramabhar
Hoje não precisaremos usar nosso veículo. Caminharemos pelo vilarejo de Kushinagar, um dos quatro locais mais sagrados do Budismo, como o próprio Buda, em seu último ensinamento em Vaishali, instruiu seus alunos à visitarem – Mahaparanirvana Sutra. Caminhando visitaremos o templo que fica no local do Mahaparanirvana de Buda, onde hoje há uma estátua do Buda reclinado. Visitaremos uma estupa de Myanmar e um pequeno templo japonês. À tarde visitaremos o local onde Buda foi cremado, foi construída uma estupa e há um agradável gramado para contemplarmos este importante ensinamento do Buda sobre a impermanência, assim como seu legado para o desenvolvimento da mente humana.
Local do nascimento de Buda
Cedo pela manhã hoje seguiremos hoje em direção ao Sul do Nepal. Região ainda baixa, muito parecida geográfica, cultural e etnicamente com as regiões que visitamos nos últimos dias. Notaremos pequenas diferenças por conta da proximidade e influência das regiões mais altas deste pequeno e mais alto país do mundo. Após formalidades nas imigrações indiana e nepalesa, facilitadas pelo Guilherme, seguimos ao nosso hotel para uma boa refeição. Sugestão: uma muito boa típica comida nepalesa! Após o nosso almoço, faremos uma caminhada até o templo Maya Devi. Local onde Buda nasceu quando sua mãe, Mayadevi, retornava ao vilarejo de seus pais, como é tradicional até os dias de hoje, para o parto de seu filho. Assim completaremos os quatro dos mais sagrados locais do Budismo.
Kapilavastu
Caminhada
Local do nascimento de Buda
Após nosso café da manhã, próximo de Lumbini, conheceremos o local onde Buda viveu durante a sua infância e juventude, Kapilavastu. O então príncipe Sidharta era bastante protegido pelo seu pai, com relação a todo desconfortos e possíveis sofrimentos. Ao mesmo tempo, com a presença de todos os prazeres que os nossos sentidos podem nos oferecer. Foi em explorações no entorno de sua casa que Sidharta teve quatro importantes visões: pela primeira vez viu um doente, um velho, um morto e um asceta. Caminharemos pelos mesmos locais que Siddharta viveu antes de sua iluminação, de onde seguiu sua Caminhada, estudos e treinos até se iluminar em nossa já conhecida Bodhgaya. De volta à Lumbini, poderemos caminhar pela região, visitando alguns templos e, claro, visitando mais uma vez o local onde Buda nasceu. Local tão importante que sentar por ali mais um pouco, como aproveitar com leituras, reflexões e familiarizações, como cada Viajante preferir, são seguramente experiências marcantes e muito merituosas.
Voo
Boudhnath
Traslado ao aeroporto mais próximo de Lumbini, aprox. 20min, e voo à Kathmandu. Se o tempo permitir, com uma incrível vista das montanhas nevadas, as mais altas do nosso planeta: os Himalayas. Chegada no Vale de Kathmandu, traslado ao hotel no bairro tibetano, com tarde livre no entorno da grande estupa de Boudhnath com assistência.
Em volta da grande estupa (tib: chörten) de Boudhanath em nosso bairro tibetano, repleta de monastérios, encontraremos monjas, monges e tibetanos laicos, às vezes grandes mestres, fazendo suas koras (circumumbulações), girando as famosas rodas de orações com milhões de Om Mani Padma Hungs, recitando mantras e acendendo lamparinas principalmente nos finais de tarde e bem cedo pelas manhãs. Aproveitaremos um dos cafés ou restaurantes para observar e assimilar nosso primeiro contato nessa viagem com esse povo que, de forma mais direta ou indireta, mantém vivo até os dias de hoje, em todo o mundo, o legado da Universidade de Nalanda que visitamos há poucos dias.
Voo 15DEZ Buddha Air U4852 Lumbini 09h00 Kathmandu 09h30
Swayambunath
Kathmandu Durbar Square
Thamel
Boudhnath
Após nossa primeira tarde em Boudhnath, começaremos nossas visitas pela manhã com uma pequena caminhada na região da segunda maior estupa do vale, Swayambunath (tradução: auto surgida). Diz a lenda que o morro onde está a estupa surgiu no local onde o bodhisatva Manjushri, o bodhisattva da sabedoria, pegou uma flor de lótus após esvaziar o lago onde é hoje o Vale de Kathmandu. Com o tempo permitindo, teremos uma vista de toda cidade. Faremos nossas koras em volta da estupa e conheceremos seus pequenos monastérios.
De Swayambu seguiremos para a Durbar Square (Praça do Palácio) de Kathmandu onde vive uma pequena deusa viva, a Kumari. As durbar squares do Vale de Kathmandu foram construídas por reis herdeiros da dinastia Malla, séc. XII ao XVIII, que, nesse caso para a nossa sorte, competiam em beleza arquitetônica. São inúmeros templos dos diversos deuses hindus em torno do palácio. Caminharemos então até o bairro dos viajantes em Kathmandu, Thamel, com inúmeros bons restaurantes, lojas de montanhismo, artesanato nepalês, livrarias, para uma boa refeição e, se alguém precisar, comprar alguma roupa, por exemplo, para trekkings ou viagens futuras.
Após nossas visitas, caminhadas e almoço, retornaremos à estupa de Boudhanath, repleta de bandeirolas, famosas rodas de orações com milhões de Om Mani Padma Hungs e muitos monastérios de grandes mestres que poderemos visitar.
Bhaktapur
Namo Buddha
Hoje visitaremos uma das três principais antigas cidades do vale, Bhaktapur (bhakt: devoção e pur: cidade hindu). Junto com Patan e Kathmandu, que visitaremos nos próximos dias, um dia foram capitais do império Malla que competiam em beleza arquitetônica com belíssimas praças de seus palácios. Bhaktapur é uma cidade tombada, com fluxo de veículos limitado. Caminhar por suas ruelas é como conhecer um pouco do dia a dia de uma época medieval no Nepal.
Após nossa caminhada e almoço, seguiremos a uma região mais tranquila do vale, Namo Buddha.
Namo Buddha
Patan
Em uma vida anterior, Buda Sakyamuni, quando ainda era um bodhisattva, encontrou com uma tigresa faminta sem ter o que dar de comer aos seus filhotes. Buda, por conta do seu nível de realização, ofereceu seu próprio corpo onde há hoje um monastério do Thrangu Rinpoche, em Namo Buddha. Após o nosso café da manhã, faremos uma tranquila agradável caminhada até o monastério e então até a estupa onde os irmãos do Buda, naquela vida, guardaram suas relíquias. Quem preferir, o nosso veículo pode fazer esse trajeto no lugar de caminhar por alguns minutos.
Seguiremos à simpática Durbar Square de Patan, muito famosa pelos seus artistas e bonitos templos. Nela visitaremos um pequeno, muito bem feito e bastante didático museu de arte hinduísta e budista. Nas proximidades, visitaremos o pequeno e belo Templo Dourado, utilizado até os dias de hoje por nepaleses budistas do mesmo clã do próprio Buda Sakyamuni. Patan tem uma boa opção para o nosso almoço, é um bom local para compra de estátuas budistas (como em Boudha também), de excelente qualidade, como para caminharmos por essas ruas medievais e seus templos.
No final do dia retornaremos ao nosso então já bem conhecido bairro de Boudhnath.
Monastérios
Pashupatinath
Hoje visitaremos pelo menos um dos principais monastérios do Vale de Kathmandu, tendo assim uma boa oportunidade para conhecermos um pouco sobre os projetos desses grandes mestres. Uma das possibilidades é o Kopan, monastério do Lama Yeshe e do Lama Zopa Rinpoche, onde vivem algumas centenas de monges de todas as idades. É um importante centro de estudo para os sherpas, muitas vezes vindos da região do Everest, e estrangeiros de todo o mundo.
Outras possibilidades, que visitaremos naturalmente conforme o ritmo do grupo, são os monastérios do Dudjom Rinpoche, chamado Dudjom Gompa, o monastério Sakya de Trinchen Rinpoche, o KaNying Shedrub Ling do Chökyi Nyima Rinpoche, Chökling Rinpoche e Phakchok Rinpoche, e o Shechen, do Matthieu Ricard, Rabjam Rinpoche e Dilgo Khyentse Rinpoche.
Faremos então uma caminhada pelo complexo de templos de Pashupatinath, que fica em torno do rio Bagmati, sagrado para os hindus. Além do templo principal, dedicado a manifestação mais tranquila de Shiva, Pashupati, há dezenas de pequenos templos também dedicados ao deus yogi da destruição e reconstruição do Hinduísmo. Também é o local onde nepaleses que puderem serão cremados para assegurar uma boa passagem ou liberação (moksha).
Dia livre
Alguns Viajantes podem voar nessa madrugada. Algunas voarão amanhã pela manhã ou à tarde. Assim, contaremos com o dia de hoje como o último dia da nossa viagem. Sempre muito bem vindo para comprarmos algumas lembranças e aproveitar este país que, seguramente, terá nos oferecido especiais experiências e tocado bastante. Dar mais uma volta pelos locais que mais gostou, fazer mais algumas koras, caminhar, fotografar, ler, escrever, conhecer mais algum local. Como for melhor e cada viajante preferir.
Quem se animar, como forma de aproveitar o nosso último, podemos fazer uma visita extra até uma das cavernas de Guru Rinpoche. Para, assim, concluirmos nossas visitas dessa nossa viagem aos locais sagrados do Budismo.
Traslado
Voo
Traslado com assistência ao aeroporto para o voo do grupo de volta ao Brasil. Se precisar ou preferir voar antes ou depois do voo do grupo, organizaremos um traslado extra com todo o nosso apoio também. Muito bom retorno!
Fotos: Chörten Viagens