
na Índia com Henrique Lemes
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Voos
Chegou o dia! Ida ao aeroporto provavelmente para o voo nessa madrugada dependendo a sua cidade, rota e combinação de voos que veremos juntos como funcionará melhor para a sua vinda! Guilherme estará em contato desde a sua ida ao aeroporto até a sua chegada em Delhi. Muito bom voo!
Chegada
Caminhada
Muito bem vindos à Índia! Na chegada do grupo já serão recebidos pelo Guilherme no aeroporto. Conversaremos sobre a chegada em nosso briefing (mais aqui). Transferência ao hotel localizado em uma região central, com interessantes possibilidades de passeios e atividades culturais por perto. Vamos ver se o nosso hotel já terá os nossos quartos disponíveis no final da manhã. Para então darmos uma volta pela cidade!
Caminharemos pela região próxima ao nosso hotel, por onde visitaremos templos incluindo um da época do Mahabarata, ou seja, com alguns milhares de anos.
Visitaremos também o templo Sikh, religião do séc. XVI e região de Punjab na Índia, a bonita Gurudwara Bangla Sahib. Ouviremos seus cânticos, observaremos como fazem suas preces no templo e ao redor do tanque sagrado. Também poderemos conhecer a cozinha onde voluntários oferecem refeições para milhares de pessoas diariamente, independente de classe social e religião.
Teremos nossa primeira muito boa refeição indiana nessa cidade com muita história que seguramente irão gostar bastante!
Old Delhi
Raj Ghat
Gandhi Smriti
Começaremos os nossos passeios com o que é na verdade uma das várias Delhis, que existiram em épocas e impérios diversos em uma sucessão de cidades vizinhas. A última e oitava Delhi é onde nos hospedamos, construída pelos ingleses, chamada de Nova Delhi. A sétima foi construída por Shah Jahan, um dos grandes imperadores mughais, o mesmo que construiu o Taj Mahal, na época conhecida como Shajahanabad. Hoje chamamos de Old Delhi ou a Velha Delhi. Visitaremos a grande mesquita do Imperador, a Jama Masjid. Nela, para quem quiser, há possibilidade de uma caminhada minareta acima! De onde temos vista da cidade e do Red Fort por cima. Só tome bastante cuidado na plataforma lá em cima, por favor.
Em seguida caminharemos pelas ruelas de seu antigo bazar. Há uma lojinha muiito antiga, que passa de pai para filho há muito tempo, de essências (sândalo, etc) que em si é um passeio. Na sequência do passeio pelas ruelas dos bazares, caminhando, para termos mais contato e podermos ver melhor o bazar. Visitaremos um pequeno templo do Jainismo, muito antigo, com lindas pinturas. Seguimos então até chegarmos em frente ao Red Fort, onde está o importante Lahori Gate. Foi nele que importantes falas da história da Índia aconteceram, como da independência deste país, hoje a maior democracia em todo o mundo, em que valores e costumes milenares convivem com conhecimentos e tecnologias extremamente modernos.
No caminho de volta à região de nosso hotel, prestaremos homenagem ao memorial onde Gandhi foi cremado, o Raj Ghat. Veremos qual foi sua última palavra, sinal de grande realização em seu caminho espiritual. Quem gosta de fotografias, procurem por imagens feitas por Cartier-Bresson, um dos grandes fotógrafos que já existiram, que estava em Delhi nesse dia.
Provavelmente já será hora para uma boa refeição quando estivermos de volta à região com melhor estrutura na cidade, próxima do nosso hotel.
Mais uma especial visita para o nosso dia, é a última casa onde Gandhi viveu, conhecida como Birla House ou Gandhi Smriti. Aprenderemos um pouco sobre essa importante parte da história dessa nação, como sobre a vida e o momento final deste grande líder, exemplo da prática de Ahimsa (não violência) e da cultura de paz até os dias de hoje em todo mundo.
Templo Lótus
Templo Iskcon
Museu Nacional
Kartavya Path (Rajpath)
Hoje começaremos o nosso dia mais ao sul da cidade, onde visitaremos o bonito Templo Lótus. Construído no formato de seu nome, é da religião chamada Bahá’í, fundada no séc. XIX, na antiga Pérsia. Ao visitá-lo seremos convidados a ficar em silêncio por um instante. Uma oportunidade e experiência interessante no meio desta grande movimentada cidade. Após a visita do templo, exposição sobre a história e trabalho sobre essa religião. Interessante para darmos uma olhada contato com seus pensamentos.
Próximo do Lotus Temple, podemos visitar o templo ISKCON. Muito bonito, é uma boa oportunidade para vermos como o movimento Hare Krishna, que normalmente já tivemos contato no Brasil, é praticado na Índia. Cuidemos apenas do horário que eles têm fechado no meio do dia (aberto das 10h à 13h então das 16h15 às 21h).
Uma visita bastante interessante em Delhi é o Museu Nacional. É possível passarmos muitas horas ou dias para apreciarmos cada salão e exposições sobre a história, artes e povos da Índia. Uma boa forma de aproveitarmos essa oportunidade é visitando principalmente o salão da Cultura Indo Saravasti e as relíquias de Buda. Nesse salão conheceremos um pouco o berço da cultura indiana, com objetos de 3500 e 1500 a. C., como o selo com o que deve ter vindo a ser Shiva (na forma de Pashupati possivelmente), a escultura da cabeça do sacerdode e a garota dançarina. Em um novo prédio, temos as relíquias do Buda. Local bastante especial para sentarmos um pouco e fazer a nossa prática.
Próximo do nosso hotel, está a esplanada construída pelos ingleses no séc. XX, chamada Kartavya Path (até pouco tempo atrás chamada Rajpath). Nela está o India Gate, marco da cidade, construído em homenagem aos combatentes na grande guerra, onde podemos descer para tirar algumas fotos. No outro lado da Kartavya Path está a casa da atual presidente da Índia.
Checaremos a agenda cultural da cidade para os dias em Delhi, como possibilidade de uma especial atividade, onde grandes artistas do país se apresentam.
Voo
Caminhada pelos ghats
Cerimônia Aarti
Hoje visitaremos uma das cidades mais antigas do mundo viva até os dias de hoje. Após o café da manhã, seguiremos ao aeroporto de Déli para o nosso voo à Varanasi. Traslado ao nosso hotel e check-in. Tempo de nos refrescarmos em nossos quartos e então conhecermos a parte antiga da cidade, caminhando por suas ruelas, ghats na beira do Ganges e através de uma cerimônia milenar. O puja do fogo ou Aarti Puja, conduzido por brâmanes (casta dos sacerdotes hinduístas) e centenas de peregrinos de toda Índia na margem do sagrado Ganges, é repleto de música, símbolos, mantras, cheiros, muita devoção e, para quem estuda as escrituras sagradas, um conhecimento sobre o funcionamento da mente humana bastante profundo e sofisticado. Hora de voltarmos ao nosso hotel, com todas essas impressões, praticamente as mesmas que tanto santos e yogis hindus, como o próprio Buda Sakyamuni, tiveram neste mesmo local em suas caminhadas, períodos de treino e ensinamentos. Um bom descanso para um especial início de dia, bem cedo amanhã.
Nascer do sol do Ganges
Sarnath
Final do dia livre
Acordaremos bem cedo para chegarmos no Ganges antes do sol nascer. Embarcaremos em nosso barco à remo para subirmos o Ganges e presenciaremos o nascer do deus sol, Surya, do nosso barco. Observaremos peregrinos fazendo seus pujas (rituais) no início de seus dias, neste que é o local mais sagrado para a tradição hindu. Com calma, levados pela deusa Ganga, retornaremos o percurso percorrido agora até um ghat (escadaria à beira do rio) um pouco mais adiante, onde desembarcaremos e teremos a oportunidade de caminharmos pelas muitas ruelas, em meio a milhares de pequenos e maiores templos, da parte antiga da cidade. Há um templo famoso nessa região, chamado Golden Temple ou Kashi Vishvanath. Sua história é importante para entendermos os diversos momentos da Índia.
De volta ao nosso veículo, tomaremos um bom café da manhã em nosso hotel e então seguiremos à Sarnath. Passaremos pelo local onde Buda, após sua iluminação em Bodhgaya, encontrou com seus 5 companheiros de prática e entào visitaremos o importante Parque dos Cervos. Local bastante tranquilo, onde Buda girou a Roda do Dharma pela primeira vez, ou seja, onde ensinou pela primeira vez, há aprox. 2500 anos atrás. Faremos, claro, a nossa prática. Então visitaremos o templo Mahabodhi onde há relíquias de Buda e uma árvore “neta” da que Buda sentou e se iluminou.
Final do dia livre para aproveitarmos Sarnath mais um pouco, retornarmos à região dos ghats em Varanasi, como outras possibilidades sobre as quais conversaremos com o grupo no dia.
Viagem de carro
Templo Mahabodhi
Viajaremos hoje ao local onde Buda se iluminou, o local mais sagrado do Budismo, Bodhgaya. Serão aprox. 6h com nosso veículo próprio. Faremos o check-in em nosso hotel, almoço e então visitaremos o complexo do templo principal da cidade, o Mahabodhi. Foi ali que Buda sentou-se por alguns dias até purificar todos seus obscurecimentos e realizar a natureza de nossa mente. Podemos fazer o mesmo, sentando-se próximo ou mesmo debaixo da árvore Bodhi, uma ficus religisosa (figueira), no exato local em que Buda se iluminou. Este local também é chamado de Vajra Seat, o assento do diamante ou do raio indestrutível assim como a nossa condição natural, nossa essência. Estaremos entre peregrinos, laicos e monásticos, de todo o mundo. Mantras, incensos, práticas do treino da mente de diversas tradições para as nossas diversas disposições mentais. Após se iluminar, o Desperto (em Sânscrito: Buda) contemplou a sua experiência por algumas semanas em pontos diferentes ao redor da árvore Bodhi. Estes locais estão marcado assim poderemos contemplar as mesmas reflexões em nossos dias em Bodhgaya.
Caverna Mahakala
Vilarejo Sujata
Hoje seguiremos para uma região mais afastada nos arredores de Bodhgaya, até uma montanha onde há uma caverna em que Buda meditou e praticou austeridade antes de se iluminar. Será também uma oportunidade para observarmos o ritmo de vida dos vilarejos mais remotos dos centros urbanos. Como todas cavernas de grandes mestres, é um local muito especial para fazermos a nossa prática. Após visita à Caverna Mahakala, visitaremos o tranquilo local onde, quando Siddhartha praticava se alimentando com apenas um grão de arroz por dia, a garota Sujata ofereceu leite de arroz ao Buda. Neste momento, ao se alimentar e observar sua mente funcionando melhor com o corpo mais forte, Siddharta percebeu que não seria através dos extremos da autoindulgência ou automortificação que se iluminaria, mas através do caminho do meio. Aproveitaremos para contemplar essas experiências e ensinamentos de Buda nesses importantes locais de sua vida.
Retornaremos a Bodhgaya para o nosso almoço e com tempo livre para aproveitarmos o complexo do templo Mahabodhi, demais templos, cafés, caminharmos, ler, como cada viajante preferir aproveitar esse final da tarde.
Caminhada
Templos
Templo Mahabodhi
No dia de hoje, se quisermos, mesmo que ele esteja disponível para o que precisarmos, não precisamos usar o nosso veículo. Caminharemos pelos templos de Bodhgaya uma grande estátua de Buda construída pelos japoneses, um templo japonês, um butanês, cada um com estilos muito bonitos e bem diferentes. Um monastério muito bonito que também poderemos visitar é o monastério do Mingyur Rinpoche. Há um novo monastério muito especial também, um pouco mais distante, muito bonito, de Tara. São muitas as possibilidades. Vamos ver como o grupo se anima no dia e assim faremos. Incluindo, claro, o templo principal, Mahabodhi, que sempre vale voltarmos. Existem boas opções de almoço e cafés na cidade. Podemos sempre reservar o sempre muito bem vindo e solicitado templo livre, seja para compras de artigos budistas, como para sentar-se mais um pouco próximo da árvore Bodhi, leitura, meditação caminhada, fotos, como cada peregrino preferir.
Bosque dos Bambus
Estupa Shanti
Pico dos Abutres
Hoje viajaremos por aprox. 3h à Rajgir. Começaremos nossas visitas com um dos locais onde Buda e sua sanga monástica viveu por muitas monções, o Bosque dos Bambus. Como Buda e seus alunos viviam caminhando (pelos locais que estamos visitando), por conta dos perigos de uma viagem como esta nas temporadas das chuvas, nestes meses de cada ano eles permaneciam em locais oferecidos pelos reis de diferentes regiões. Almoço, check-in em nosso hotel e então seguiremos à Estupa da Paz, ou Shanti Stupa, em um bonito local em cima de uma montanha, construída por um projeto do Budismo japonês pela paz mundial, em muitos locais do mundo. Da estupa caminharemos até o muito especial Pico dos Abutres, onde Buda tinha uma cabana. Este é o local do importante texto e ensinamento chamado Sutra do Coração, que teremos conosco, assim como comentários de grandes mestres. Local muito tranquilo, também em uma montanha ao lado. Aproveitaremos essa especial oportunidade para oferenda de incensos, fazermos nossa prática e a tão especial leitura do Sutra do Coração.
Universidade de Nalanda
Kutagarasala Vihara
Estupa de Ananda
Pela manhã, ao lado de Rajgir, conheceremos o sítio arqueológico da muito importante Universidade de Nalanda. Nalanda por séculos foi um dos mais importantes grandes centros de estudos budistas que atraiu alunos de muitas partes do mundo, principalmente entre os séculos V e XII. Ali viviam cerca de 10.000 alunos, 2.000 professores e havia uma biblioteca maior que a de Alexandria, por exemplo. Entre os vários grandes acadêmicos mestres de Nalanda, conhecidos como os panditas indianos, alguns deles foram: Nagarjuna, Aryadeva, Buddhapalita, Bhavaviveka, Chandrakirti e Shantideva. Por séculos muitos destes yogis foram convidados pelos reis tibetanos a atravessar os Himalayas e levarem os estudos do Budismo ao Tibete. Assim, a tradição de Nalanda segue viva até os dias de hoje, estudada e praticada nas tradicionais shedras (universidades) e monastérios tibetanos na Índia, Nepal, Butão e Tibete, também em importantes universidades na Europa e América do Norte, onde há um importante muito rico intercâmbio com neurocientistas, físicos e educadores atuais. Visitaremos os monastérios de Nalanda, assim como templos, importantes estupas e seu pequeno museu. Seguramente um local muito especial e convidativo para fazermos a nossa prática, como lermos trechos de importantes textos dessa ciência, escritos no mesmo local em que estaremos, nessa universidade milenar.
Seguiremos viagem por aprox. 5h a Vaishali. No caminho passaremos por Patna, capital do antigo império de Ashoka, hoje deste estado, Bihar, e por onde também passa o rio Ganges. Chegando em Vaishali, bastante próxima de Patna, faremos nosso check-in, uma boa refeição e então uma caminhada pelo pequeno vilarejo nas proximidades de nosso hotel. Vaishali que, como Rajgir, faz parte dos 8 locais mais sagrados do Budismo, talvez tenha sido o primeiro exemplo de uma organização de governo do tipo república, que Buda visitou inúmeras vezes. Foi em Vaishali que Buda ordenou a primeira sanga de monjas mulheres, demonstrou milagres, ofereceu seu último sermão (sutra), anunciou seu Mahaparanirvana e também foi onde aconteceu o Segundo Concílio.
Próximo à Vaishali, seguiremos até o sítio arqueológico do monastério Kutagarasala, onde está a estupa de um dos principais alunos de Buda. Ananda, seu primo e atendente, teve uma grande importância no primeiro concílio após a morte de Buda, por lembrar de todos sutras, ensinamentos de Buda. Foi próximo a Vaishali às margens do Ganges que Ananda passou ao nirvana. Ao lado da estupa veremos um dos pilares de Ashoka, o grande imperador que apoiou o Budismo na Índia e em vários outros países na Ásia.
Shanti Stupa
Estupa das relíquias
Estupa Kesariya
No início do dia visitaremos mais uma Estupa Shanti, como em Rajgir, e uma bem mais antiga estupa, do Império Licchavi, que guardava relíquias de Buda. Há um gramado muito agradável e convidativo para nossas leituras, prática e sempre boa conversas.
Hora de seguirmos viagem por aprox. 5h pela planície gangética, até Kushinagar, local do Mahaparanirvana de Buda.
No caminho faremos uma parada na Estupa Kesariya. Construída há aprox. 1500 anos no local onde Buda viveu em uma vida anterior, local de um de seus professores antes de se iluminar, onde em uma visita anterior ensinou o que ficou sendo chamado de o Sutra de Kalama. Nesse ensinamento Buda enfatizou a importância do uso da razão, teste e investigação dos ensinamentos sobre o funcionamento de nossa mente, em contraponto à crença cega e dogmas. A caminho de Kushinagar, em sua última visita, Buda ofereceu aqui sua tijela ao Lichavis, os habitantes de Vaishali.
Nascer do sol do Ganges
Sarnath
Final do dia livre
Acordaremos bem cedo para chegarmos no Ganges antes do sol nascer. Embarcaremos em nosso barco à remo para subirmos o Ganges e presenciaremos o nascer do deus sol, Surya, do nosso barco. Observaremos peregrinos fazendo seus pujas (rituais) no início de seus dias, neste que é o local mais sagrado para a tradição hindu. Com calma, levados pela deusa Ganga, retornaremos o percurso percorrido agora até um ghat (escadaria à beira do rio) um pouco mais adiante, onde desembarcaremos e teremos a oportunidade de caminharmos pelas muitas ruelas, em meio a milhares de pequenos e maiores templos, da parte antiga da cidade. Há um templo famoso nessa região, chamado Golden Temple ou Kashi Vishvanath. Sua história é importante para entendermos os diversos momentos da Índia.
De volta ao nosso veículo, tomaremos um bom café da manhã em nosso hotel e então seguiremos à Sarnath. Passaremos pelo local onde Buda, após sua iluminação em Bodhgaya, encontrou com seus 5 companheiros de prática e entào visitaremos o importante Parque dos Cervos. Local bastante tranquilo, onde Buda girou a Roda do Dharma pela primeira vez, ou seja, onde ensinou pela primeira vez, há aprox. 2500 anos atrás. Faremos, claro, a nossa prática. Então visitaremos o templo Mahabodhi onde há relíquias de Buda e uma árvore “neta” da que Buda sentou e se iluminou.
Final do dia livre para aproveitarmos Sarnath mais um pouco, retornarmos à região dos ghats em Varanasi, como outras possibilidades sobre as quais conversaremos com o grupo no dia.
Viagem de carro
Templo Mahabodhi
Viajaremos hoje ao local onde Buda se iluminou, o local mais sagrado do Budismo, Bodhgaya. Serão aprox. 6h com nosso veículo próprio. Faremos o check-in em nosso hotel, almoço e então visitaremos o complexo do templo principal da cidade, o Mahabodhi. Foi ali que Buda sentou-se por alguns dias até purificar todos seus obscurecimentos e realizar a natureza de nossa mente. Podemos fazer o mesmo, sentando-se próximo ou mesmo debaixo da árvore Bodhi, uma ficus religisosa (figueira), no exato local em que Buda se iluminou. Este local também é chamado de Vajra Seat, o assento do diamante ou do raio indestrutível assim como a nossa condição natural, nossa essência. Estaremos entre peregrinos, laicos e monásticos, de todo o mundo. Mantras, incensos, práticas do treino da mente de diversas tradições para as nossas diversas disposições mentais. Após se iluminar, o Desperto (em Sânscrito: Buda) contemplou a sua experiência por algumas semanas em pontos diferentes ao redor da árvore Bodhi. Estes locais estão marcado assim poderemos contemplar as mesmas reflexões em nossos dias em Bodhgaya.
Caverna Mahakala
Vilarejo Sujata
Hoje seguiremos para uma região mais afastada nos arredores de Bodhgaya, até uma montanha onde há uma caverna em que Buda meditou e praticou austeridade antes de se iluminar. Será também uma oportunidade para observarmos o ritmo de vida dos vilarejos mais remotos dos centros urbanos. Como todas cavernas de grandes mestres, é um local muito especial para fazermos a nossa prática. Após visita à Caverna Mahakala, visitaremos o tranquilo local onde, quando Siddhartha praticava se alimentando com apenas um grão de arroz por dia, a garota Sujata ofereceu leite de arroz ao Buda. Neste momento, ao se alimentar e observar sua mente funcionando melhor com o corpo mais forte, Siddharta percebeu que não seria através dos extremos da autoindulgência ou automortificação que se iluminaria, mas através do caminho do meio. Aproveitaremos para contemplar essas experiências e ensinamentos de Buda nesses importantes locais de sua vida.
Retornaremos a Bodhgaya para o nosso almoço e com tempo livre para aproveitarmos o complexo do templo Mahabodhi, demais templos, cafés, caminharmos, ler, como cada viajante preferir aproveitar esse final da tarde.
Caminhada
Templos
Templo Mahabodhi
No dia de hoje, se quisermos, mesmo que ele esteja disponível para o que precisarmos, não precisamos usar o nosso veículo. Caminharemos pelos templos de Bodhgaya uma grande estátua de Buda construída pelos japoneses, um templo japonês, um butanês, cada um com estilos muito bonitos e bem diferentes. Um monastério muito bonito que também poderemos visitar é o monastério do Mingyur Rinpoche. Há um novo monastério muito especial também, um pouco mais distante, muito bonito, de Tara. São muitas as possibilidades. Vamos ver como o grupo se anima no dia e assim faremos. Incluindo, claro, o templo principal, Mahabodhi, que sempre vale voltarmos. Existem boas opções de almoço e cafés na cidade. Podemos sempre reservar o sempre muito bem vindo e solicitado templo livre, seja para compras de artigos budistas, como para sentar-se mais um pouco próximo da árvore Bodhi, leitura, meditação caminhada, fotos, como cada peregrino preferir.
Bosque dos Bambus
Estupa Shanti
Pico dos Abutres
Hoje viajaremos por aprox. 3h à Rajgir. Começaremos nossas visitas com um dos locais onde Buda e sua sanga monástica viveu por muitas monções, o Bosque dos Bambus. Como Buda e seus alunos viviam caminhando (pelos locais que estamos visitando), por conta dos perigos de uma viagem como esta nas temporadas das chuvas, nestes meses de cada ano eles permaneciam em locais oferecidos pelos reis de diferentes regiões. Almoço, check-in em nosso hotel e então seguiremos à Estupa da Paz, ou Shanti Stupa, em um bonito local em cima de uma montanha, construída por um projeto do Budismo japonês pela paz mundial, em muitos locais do mundo. Da estupa caminharemos até o muito especial Pico dos Abutres, onde Buda tinha uma cabana. Este é o local do importante texto e ensinamento chamado Sutra do Coração, que teremos conosco, assim como comentários de grandes mestres. Local muito tranquilo, também em uma montanha ao lado. Aproveitaremos essa especial oportunidade para oferenda de incensos, fazermos nossa prática e a tão especial leitura do Sutra do Coração.
Universidade de Nalanda
Kutagarasala Vihara
Estupa de Ananda
Pela manhã, ao lado de Rajgir, conheceremos o sítio arqueológico da muito importante Universidade de Nalanda. Nalanda por séculos foi um dos mais importantes grandes centros de estudos budistas que atraiu alunos de muitas partes do mundo, principalmente entre os séculos V e XII. Ali viviam cerca de 10.000 alunos, 2.000 professores e havia uma biblioteca maior que a de Alexandria, por exemplo. Entre os vários grandes acadêmicos mestres de Nalanda, conhecidos como os panditas indianos, alguns deles foram: Nagarjuna, Aryadeva, Buddhapalita, Bhavaviveka, Chandrakirti e Shantideva. Por séculos muitos destes yogis foram convidados pelos reis tibetanos a atravessar os Himalayas e levarem os estudos do Budismo ao Tibete. Assim, a tradição de Nalanda segue viva até os dias de hoje, estudada e praticada nas tradicionais shedras (universidades) e monastérios tibetanos na Índia, Nepal, Butão e Tibete, também em importantes universidades na Europa e América do Norte, onde há um importante muito rico intercâmbio com neurocientistas, físicos e educadores atuais. Visitaremos os monastérios de Nalanda, assim como templos, importantes estupas e seu pequeno museu. Seguramente um local muito especial e convidativo para fazermos a nossa prática, como lermos trechos de importantes textos dessa ciência, escritos no mesmo local em que estaremos, nessa universidade milenar.
Seguiremos viagem por aprox. 5h a Vaishali. No caminho passaremos por Patna, capital do antigo império de Ashoka, hoje deste estado, Bihar, e por onde também passa o rio Ganges. Chegando em Vaishali, bastante próxima de Patna, faremos nosso check-in, uma boa refeição e então uma caminhada pelo pequeno vilarejo nas proximidades de nosso hotel. Vaishali que, como Rajgir, faz parte dos 8 locais mais sagrados do Budismo, talvez tenha sido o primeiro exemplo de uma organização de governo do tipo república, que Buda visitou inúmeras vezes. Foi em Vaishali que Buda ordenou a primeira sanga de monjas mulheres, demonstrou milagres, ofereceu seu último sermão (sutra), anunciou seu Mahaparanirvana e também foi onde aconteceu o Segundo Concílio.
Próximo à Vaishali, seguiremos até o sítio arqueológico do monastério Kutagarasala, onde está a estupa de um dos principais alunos de Buda. Ananda, seu primo e atendente, teve uma grande importância no primeiro concílio após a morte de Buda, por lembrar de todos sutras, ensinamentos de Buda. Foi próximo a Vaishali às margens do Ganges que Ananda passou ao nirvana. Ao lado da estupa veremos um dos pilares de Ashoka, o grande imperador que apoiou o Budismo na Índia e em vários outros países na Ásia.
Shanti Stupa
Estupa das relíquias
Estupa Kesariya
No início do dia visitaremos mais uma Estupa Shanti, como em Rajgir, e uma bem mais antiga estupa, do Império Licchavi, que guardava relíquias de Buda. Há um gramado muito agradável e convidativo para nossas leituras, prática e sempre boa conversas.
Hora de seguirmos viagem por aprox. 5h pela planície gangética, até Kushinagar, local do Mahaparanirvana de Buda.
No caminho faremos uma parada na Estupa Kesariya. Construída há aprox. 1500 anos no local onde Buda viveu em uma vida anterior, local de um de seus professores antes de se iluminar, onde em uma visita anterior ensinou o que ficou sendo chamado de o Sutra de Kalama. Nesse ensinamento Buda enfatizou a importância do uso da razão, teste e investigação dos ensinamentos sobre o funcionamento de nossa mente, em contraponto à crença cega e dogmas. A caminho de Kushinagar, em sua última visita, Buda ofereceu aqui sua tijela ao Lichavis, os habitantes de Vaishali.
Templo do local do Mahapanirvana e relíquias de Buda
Estupa no local cremação de Buda
Hoje não precisaremos usar nosso veículo. Caminharemos pelo vilarejo de Kushinagar, um dos quatro locais mais sagrados do Budismo, como o próprio Buda, em seu último ensinamento, instruiu seus alunos à visitarem – Mahaparanirvana Sutra. Caminhando visitaremos o templo que fica no local do Mahaparanirvana de Buda, onde hoje há uma estátua do Buda reclinado. Visitaremos uma estupa de Myanmar e um pequeno templo japonês. À tarde visitaremos o local onde Buda foi cremado, foi construída uma estupa e há um agradável gramado para contemplarmos este importante ensinamento do Buda sobre a impermanência e fazermos a nossa prática.
Local do nascimento de Buda
Cedo pela manhã hoje seguiremos hoje em direção ao Sul do Nepal. Região ainda baixa, muito parecida geográfica, cultural e etnicamente com as regiões que visitamos nos últimos dias. Notaremos pequenas diferenças por conta da proximidade e influência das regiões mais altas deste pequeno e mais alto país do mundo. Após formalidades nas imigrações indiana e nepalesa, facilitadas pelo Guilherme, seguimos ao nosso hotel para uma boa refeição. Sugestão: uma muito boa típica comida nepalesa! Após o nosso almoço, faremos uma caminhada até o templo Maya Devi. Local onde Buda nasceu quando sua mãe, Mayadevi, retornava ao vilarejo de seus pais, como é tradicional até os dias de hoje, para o parto de seu filho. Assim completaremos os quatro dos mais sagrados locais do Budismo.
Kapilavastu
Caminhada
Local do nascimento de Buda
Após nosso café da manhã, próximo de Lumbini, conheceremos o local onde Buda viveu durante a sua infância e juventude, Kapilavastu. O então príncipe Sidharta era bastante protegido pelo seu pai, com relação a todo desconfortos e possíveis sofrimentos. Ao mesmo tempo, com a presença de todos os prazeres que os nossos sentidos podem nos oferecer. Foi em explorações no entorno de sua casa que Sidharta teve quatro importantes visões: pela primeira vez viu um doente, um velho, um morto e um asceta. Caminharemos pelos mesmos locais que Siddharta viveu antes de sua iluminação, de onde seguiu sua Caminhada, estudos e treinos até se iluminar em nossa já conhecida Bodhgaya. De volta à Lumbini, poderemos caminhar pela região, visitando alguns templos e, claro, visitando mais uma vez o local onde Buda nasceu. Local tão importante que sentar por ali mais um pouco, aproveitar com leituras, reflexões e familiarizações, são seguramente experiências marcantes e muito merituosas.
Voo
Boudhnath
Traslado ao aeroporto mais próximo de Lumbini, aprox. 20min, e voo à Kathmandu. Se o tempo permitir, com uma incrível vista das montanhas nevadas, as mais altas do nosso planeta: os Himalayas. Chegada no Vale de Kathmandu, traslado ao hotel no bairro tibetano, com tarde livre no entorno da grande estupa de Boudhnath com assistência.
Em volta da grande estupa (tib: chörten) de Boudhanath em nosso bairro tibetano, repleta de monastérios, encontraremos monjas, monges e tibetanos laicos, às vezes grandes mestres, fazendo suas koras (circumumbulações), girando as famosas rodas de orações com milhões de Om Mani Padma Hungs, recitando mantras e acendendo lamparinas principalmente nos finais de tarde e bem cedo pelas manhãs. Aproveitaremos um dos cafés ou restaurantes para observar e assimilar nosso primeiro contato nessa viagem com esse povo que, de forma mais direta ou indireta, mantém vivo até os dias de hoje, em todo o mundo, o legado da Universidade de Nalanda que visitamos há poucos dias.
Voos
Quem retornar hoje ao Brasil, traslado com assistência ao aeroporto. Esperamos que tenha aproveitado nossos dias seguindo e vivendo os Passos do Buda. Muito bom retorno!