Culturas

Viajar pelo Nepal e Tibete significa invariável e inevitavelmente entrar em contato com culturas milenares através dos seus povos, costumes, valores, relações e muito mais.

Pelos vales do Nepal e platô tibetano as culturas pelas quais viajamos tem um relação direta e forte com a geografia e forças da natureza tão presentes nos dias e visão de mundo de quem vive nas montanhas . Suas características são experienciadas, por vezes de forma mais sutil, por vezes em situações mais evidentes, em nosso convivio, caminhadas, conversas e visitas.

Sempre muito interessante observarmos como essas características milenares estão presentes e convivem com o novo e moderno nas cidades . Sempre de grande ajuda a identificarmos em nossos dias e vidas o que é adotamos que é nosso indivualmente, de nossa cultura, como do mundo moderno, globalizado em tantos aspectos.

Seja na cidade, em nossas viagens terrestres, como em contatos mais diretos, sempre nos depararemos com pessoas dos vilarejos das diversas regiões desses países. Cada vilarejo e região com suas próprias roupas, ornamentos, religões, costumes e olhar quando encontram com pessoas tão diferentes, em suas cores de pele e hábitos, como nós, viajantes do outro lado do nosso planeta.

Talvez a religião ou visão de mundo mais antigas da humanidade extremamente vivas até os nossos tempos, o Hinduísmo está presente no comprimento, no olhar, nas roupas, nos rituais, regras e relações sociais, arquitetura, história e dias de nossa viagem no Nepal.

No Nepal e Tibete o Budismo também está muito presente em nossas visitas, bairros onde nos hospedamos, conversas entre o nosso próprio grupo como, acesso a textos, sempre que possível com monges, monjas e lamas (professores) em nossas viagens.

Conhecimento

Diariamente teremos contato com um corpo de conhecimento extremamente sofisticado e profundo sobre o funcionamento de nossas mentes, portanto sobre os diversos tipos das nossas relações sociais, nossas relações com nossos trabalhos e com essa rara oportunidade, essa nossa vida humana. Com muita frequência com abordagens bastante populares no sentido de enraizadas nos costumes e valores sem uma investigação e análise mais minuciosas, ainda assim extremamente ricas, como, sempre iremos nessa direção, a esse encontro, com abordagens tão ou mais científicas que a nossa própria ciência moderna ocidental. Pontos esses que poderemos e provavelmente teremos contato direto em nossas viagens, hoje tão difundidos em alguma medida no Ocidente, em ambientes corporativos, acadêmicos, com um muitíssimo rico intercâmbio entre as ciências contemplativas do Oriente e as objetivas do Ocidente.

Veremos os diversos métodos desses conhecimentos daqui do Nepal e Tibete nas práticas, rituais e treino diário das pessoas, de cada tradição e região, nas ruas, templos, rios, dentre as inúmeras oportunidades e meios hábeis que veremos em nossas caminhadas e visitas.

Sempre teremos acesso a textos ligados aos locais que visitaremos, assim como aos infinitos conteúdos relacionados a eles, que farão parte de nossas conversas, momentos de leitura, descanso, reflexões e vivências de viagem.

Talvez uma das partes mais agradáveis de nossas viagens são nossas conversas . Viajantes com diversos históricos, conhecimentos e experiências de vida sempre trazem conteúdos e perspectivas sobre nossa viagem em si, como pontos de vista sobre nossas vidas de forma geral, de imenso valor.

Viajar, pela região que for, já são oportunidades para sairmos um pouco de nossos dia-a-dias, pensamentos, perspectivas e experiências usuais. Situação em si já de grande benefício. Viajar por culturas, em muitos sentidos, tão diferentes das nossas, ainda mais sempre muito próximos, quando não com contato direto, com conhecimentos não apenas milenares mas muito atuais inclusive para os nossos contextos modernos, pessoais, sociais e mesmo profissionais, tem um valor inmensurável. Nossos olhares atuais por vezes serão colocados em cheque, por vezes em perspectiva, preciosas oportunidades para, ao sermos capazes de os identificarmos, refletirmos, então escolhermos se queremos seguir com eles da exata mesma forma, com alguma melhora ou com outra possibilidade completamente nova.

Ruas

Nossa forma de viajar prefere caminhadas a locomoções com nossos veículos, por exemplo. Compreensão sobre o significado dos símbolos e práticas que observamos diariamente, que um olhar como se para algo exótico, distante, apenas sobre seus aspectos externos. Assim, sempre que possível, caminharemos por simples mercados e áreas com menos ou sem contato com estrangeiros.

O que mais vemos em nossos dias nessas regiões são templos de diversas tradições, religiões e escolas. Dos mais simples em frente a uma residência, a um simples altar na parede de um pequeno comércio, como no painel dos tuctucs (taxi triciclo motorizado), a grandes monumentos. Fica muito claro o quanto as mentes bem trabalhadas e claras, aperfeiçoadas há milênios nessa região do mundo, tocam e estão presentes no cotidiano de todos esses povos.

Ponto que nos desperta a curiosidade são os ritmos desses povos, no trânsito, nas ruas, templos, comércios, em nossos próprios hotéis. Além de muita risada, seguramente nos farão refletir um pouco.

As relações entre esses povos, dentre e entre as diversas etnias, classes sociais, gêneros, dentro de suas famílias, conosco, entre professores e alunos, também serão, dentre as tantas, situações que nos despertarão a atenção e interesse.

Regiões habitadas há pelo menos 6 mil anos, isso com história clara e bem conhecida, naturalmente em nossas visitas entraremos em contato com suas diversas civilizações, impérios, monumentos mais recentes com alguns séculos, mais antigos com mil ou mais anos. Mais uma vez rica oportunidades para compreendermos seus povos e culturas atuais, portanto costumes, valores, nossas experiências de viagem em suas histórias.

Natureza

Pelos vales do Nepal e platô tibetano como em nossos voos nessa região, viajaremos pelas montanhas mais altas do nosso planeta, os Himalaias .

Do início às regiões mais altas dos Himalaias, viajeremos, caminharemos e visitaremos seus vales , com seus vilarejos e cidades, povos diferentes dos das outras regiões com diferentes características geográficas desses países.

Muito presentes nas culturas dessas regiões e portanto em nossas viagens, os rios – como o Bagmati e o Yarlung Tsangpo – além de importantes fontes de vida para agricultura e animais, costumam ser sagrados em suas tradições. O berço da civilização indiana, tão presente em todos países do subcontinente asiático como na região do Tibete, é conhecida como a Civilização do Vale do Rio Indus.

Oportunidade bastante presente em nossas viagens é observar o ritmo de vida e atividades cotidianas do campo , com suas diferentes plantações, tipos de casas e desenhos de vilarejos. Até muito pouco tempo atrás, por exemplo, forma como a maior parte da população da Índia vivia e uma grande parte, de todos esses países, vive há milênios até os dias de hoje. É muito fácil percorrer em nossas leituras os caminhos que lemos nos textos e ensinamentos dos grandes mestres das tradições desses países, após vivenciarmos estes mesmos exatos locais durante nossas viagens.

Atividades

Nosso principal foco e interesse é que nossa viagem seja bastante prazeirosa, significativa, com o maior número de oportunidades possível para aprendizados, risadas, reflexões, experiências que levaremos conosco em nossas vidas no Brasil.

Gostamos muito dos museus nessas regiões, ao mesmo tempo dentre tantas possibilidades de visitas, elegemos um ou outro e já incluímos em nosso programa de viagem. No tempo livre sempre é possível aproveitar mais tempo nos que já conhecemos, como, quando houver algum que vale a pena, visitar outros.

Buscamos sempre um equilíbrio entre aproveitamento do nosso tempo de viagem para conhecer locais diferentes em que vale a pena usarmos nossos veículos, como locais que podemos chegar ou aproveita-los caminhando . Assim entendemos que temos mais contato com as pessoas de cada região, seus dia-a-dias, que em nossas viagens damos muito valor.

Importante técnica e ferramenta para o que essas regiões são hoje e na verdade sempre foram, a meditação vem sendo utilizada e praticada há pelo menos 5 mil anos nessas culturas. Assim, haverão locais convidativos para o sentar, silenciar e contemplar, possibilidade sempre presente a quem tiver esse interesse. Podemos sempre experimentar essa prática de forma individual, como juntos. Podemos checar uma prática secular, como uma meditação guiada por um texto, autorizada por um professor tibetano do Budismo da Universidade de Nalanda.

Oportunidades bastante ricas, teremos sempre acesso a textos já em português ou em inglês, que traduzimos durante a leitura , sobre os locais que visitamos em nossos dias de viagem. Muitas vezes são textos escritos por professores e mestres que viveram, meditaram e ensinaram nesses locais especificos, como também das tradições destas regiões em que viajamos.